Depois de muito tempo sem escrever neste blog, voltámos à carga. Nada mais hoje do que (para além dos filmes abaixo a desesperar por comentários vossos) falar sobre o primeiro dia do Super Bock. Sobre o primeiro dia… não é bem assim, pois só cheguei a tempo de ver o final de Satriani e o “main event” dos Metallica.
Já no ano anterior, algo falhou. Mais do que falar da prestação das bandas, falhou a organização do evento. Não se compreende como é que eu demoro uma hora para entrar num recinto. Não haviam sequer filas. Eram molhos de gente a empurrarem-se uns aos outros, porque a organização não tinha ninguém nas ruas e afunilou toda a gente. Dentro do recinto, tudo estava como no ano anterior, não havia mais, nem menos bancadas de comida, ou pelo menos assim pareceu. As “casas de banho” estavam novamente a “26 km” do palco, o que é óptimo.
Passado esse descontentamento geral organizacional (devo salientar que não foi só à entrada, para sair também foi um problema), o ambiente era fenomenal. A noite já de si negra e a aparentar gélida, cedo escaldou com o ambiente proporcionado pelos Metallica. Sinceramente nada vi das bandas anteriores a estes. Até Satriani só apanhei na fase final do seu concerto e não deu para avaliar a prestação do mesmo. No entanto, existe um certo senhor “jornalista” do Jornal de Notícias, que não sei onde é ele aprendeu a palavra imparcialidade, mas dizimou tudo o que foi “acto” antes dos Metallica. Teve a audácia de dizer que Satriani devia ter sido enviado num foguetão para a lua. Ora esse senhor, cuja verborreia afecta o mais insensível leitor, devia ter em atenção os seus colegas do Blitz, que sabem escrever profissionalmente. Como é óbvio, em qualquer concerto instrumental, os ânimos esmorecem. Principalmente num público como o dos Metallica, que queria movimento e Satriani, sem a presença de voz acalma os ânimos. Não podemos também esquecer que as reservas de energia deviam ser guardadas para o “main event” e não gastas aqui.
Metallica surpreendeu-me em vários aspectos. Depois das problemáticas que tiveram nos últimos anos e (para mim) com o lançamento do pior álbum da sua carreira (St. Anger), esperava uma “tour musical” de todos os álbuns e não aquilo que vi. Os Metallica brindaram, um dos melhores públicos do mundo, com um set “old school”. Nas mais de duas horas que estiveram em palco, souberam agarrar o público, vibrar com ele e mais importante, saudar o público com as músicas que eles queriam. Não tocaram uma música do St. Anger e do Load e Reload, só tocaram a Memory Remains. O resto foi percorrer os vastos campos da memórias, com temas de Kill’em All, …And Justice For All, Ride The Lightning, Master of Puppets e claro, do consagrado Black Álbum.
O concerto ficará para sempre na minha memória, como um dos melhores a que já assisti. São a grande banda da minha vida e muito embora ganhe outros amores ao longo dos tempos, estes terão sempre um lugar especial naquilo que sou hoje.
10/10
Lisbon!!!!! Metallica Loves YOU!

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