Segunda-feira, 9 de Abril de 2007

300 (2007)

Frank Miller teve sempre o dom de criar aventuras fenomenais ou recriar personagens. É por ele que Batman ganhou uma nova vida, sendo a saga “The Dark Knight” dele e é por ele também que Daredevil chegou a ter a dimensão que hoje têm. Em relação às suas obras Miller já tinha demonstrado em Sin City que não deixará o seu projecto em mãos alheias. Ele têm (e ainda bem) de controlar o desenrolar do filme, para não fugir em nada ao que sonhou quando o escreveu e desenhou.

Quem leu o comic 300, vai notar várias diferenças visuais, o castanho predominante na BD, foi substituído por azuis e vermelhos vivos e o visual ficou muito mais… digamos… fashion (tendo o mesmo já acontecido a Sin City). Mas o sumo argumentativo, está lá. Não foge um milímetro sequer ao comic.

A história já é conhecida. A Pérsia invade a Grécia, por questões politicas (“e não só”), nada se poderá fazer para travar esta invasão. Nada… até Leonidas, Rei de Esparta, decidir que não morrerá escravo de um estado estrangeiro. Ele e a sua guarda pessoal de 300 homens, decide deter os cerca de 10 milhões de Persas que caminham para a conquista da Grécia.

Há quem chame este filme de épico, outros de neo-épico, o certo é que o filme deu que falar. Mal aceite pela crítica, mas muito bem aceite pelo público. Este filme não é como Tróia ou Gladiador, aliás qualquer comparação com estes filmes é completamente infeliz, pois estamos na presença de algo sobejamente maior.

Tecnicamente estamos na presença de uma obra de arte. As lutas, o desmembramento, o sangue é todo feito ao pormenor. O efeito de camera lenta, com mudanças bruscas de ângulo ou a velocidade mais rápida são constantes. O facto é que consegue-se perceber aquilo que realmente quer ser transmitido, a operância deste exército de 300 em uníssono, como se fossem um só!

O filme mistura, este realismo de batalha, com elementos de introspecção e com elementos jocosos, o facto é que está tão bem desenhada a forma como se interliga que quando Leonidas grita, seja o que for, a vontade é pegar na espada e no escudo para lutar ao lado dele.

Tudo isto deve-se a Zack Snider, que já tinha feito o remake que mais gostei até hoje (Dawn Of The Dead) e demonstrou neste filme (onde foi também co-argumentista) que tem jeito para a coisa. Gerard Butler pelo contrário não foi uma surpresa. Foi a confirmação do talento deste actor. Desde Drácula a Fantasma da Ópera (onde cantou durante as filmagens o que é um feito, visto que a maioria dos artistas cantou em estúdio), o homem já fez de tudo e talvez seja desta que vai para voos mais altos. Rodrigo Santoro cumpre excelentemente o seu papel. Como Xerxes, o Deus-Rei vivo, ele está praticamente irreconhecível. Parece que agarrou um lugar em Hollywood!

9/10 Magnifico.

tags:
publicado por Ricardo Fernandes às 20:15
link do post | comentar | favorito
2 comentários:
De Filipa a 9 de Abril de 2007 às 22:08
Gerard Salvé!
De Rute Pinto a 15 de Abril de 2007 às 13:35
Fui ver ontem o filme! nao esperava que fosse tao bom. tinha falado com algumas pessoas que o viram mas foram muito vagas na sua opiniao acerca do mesmo. foi um bom filme, daqueles que se ve mesmo sem desejar intervalo! :P

Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. ...

. Harry Potter and the Deat...

. À espera…

. Metallica - 28-06-2007 - ...

. Fantastic Four: Rise of t...

. Pirates of the Caribbean:...

. Oceans 13 (2007)

. A Tragédia de Júlio César...

. O Psicanalista - John Kat...

. 300 (2007)

.arquivos

. Outubro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds