Quem foi afinal Rasputine? Um bruxo louco? Um vidente?
É certo que este livro não responde a todas às questões que envolvem o místico russo, mas envolve-nos numa viagem a esse mundo de espionagem e traição tão característico do tempo dos czares.
É um livro passado nos dias de hoje, num pequena comunidade russa nos E.U.A., onde é descoberta uma mão humana (cirurgicamente cortada) num cofre de um homem que morre de forma duvidosa. Mais estranho se torna quando, todos aqueles que parecem ter alguma relação com esse homem, começam também a morrer hemorrágicamente.
Aparecem ainda um polícia/inspector, uma beldade russa e uma jornalista (aparentemente) sem escrúpulos. São estes os ingredientes principais para um thriller emocionante que nos prende à leitura.
É uma escrita mais completa do que a do livro anteriormente comentado, requerendo uma maior atenção por parte do leitor e capaz de transmitir uma série de emoções distintas e, por vezes, até opostas.
A magia que envolve a poesia e o facto desta ser tão cativante é pura e simplesmente a interpretação que cada um faz dela. Cada estrofe, cada verso pode e deve ser sentida de maneira diferente em cada um de nós. Quando esse sentimento mágico é transposto para o cinema, estamos perante uma obra de arte.
Estranhei o facto de um filme de aventura não estar espalhado por toda e qualquer sala de cinema, mas isso foi porque não era um filme de aventura. Pensei que seria mais um “Van Helsing”, mas graças a Deus, enganei-me redondamente. E fiquei extasiado, maravilhado, confuso com o filme que vi.
The Fountain é mais que uma história da busca pela vida eterna. É uma fábula sobre aceitar o destino, aceitar a morte. Existem 3 histórias neste filme. A de um Conquistador Espanhol, na demanda da arvore da vida bíblica em território inca; a história de um Cientista que procura a cura de uma doença maligna para a sua esposa e a uma história curiosa dentro de uma bolha onde o actor principal está com a árvore da vida a caminho do lugar dos mortos inca. As histórias não são mostradas em separado, são juntas e intercaladas entre si. A mescla é de tal forma que por vezes é confuso seguir o raciocínio de uma forma lógica. Confesso que não fiquei tão confuso ao vê-lo do que quando vi a Estrada Perdida de David Lynch, no entanto saí do filme algo desnorteado. A árvore da vida está presente nas 3 histórias (digo isto porque na história do cientista, a dada altura ele faz avanços para a cura deste cancro a partir de uma árvore da América do Sul), o aceitar a morte como parte natural da vida também.
Darren Aronofsky já tinha feito um filme extraordinário, com Requiem for a Dream, e este passa-lhe aos pontos. A clareza da realização é de facto fenomenal, os planos, os efeitos especiais, mesmo a mescla de imagens que unem e desdobram as várias epopeias do filme. Fiquei fã deste realizador e argumentista. Rachel Weisz, está a tornar-se um caso sério em Hollywood. É uma excelente actriz e finalmente, após já uma vasta carreira está a entrar em filmes de acordo com a sua… arte! Agora quem me surpreendeu foi Hugh Jackman. Ele é bom actor. Sempre gostei dele, mesmo em papéis menores sempre engrandeceu esses papéis. Aliás, não foi por acaso que falei em “Van Helsing”, se o filme é interessante (para além da Kate Beckinsale e do fabuloso Richard Roxburgh como Drácula) é por causa dele. “The Prestige” já foi um novo caminho que Jackman trilhou à altura. Este foi mais um papel fenomenal.
Este é um filme que não é para qualquer um. Algumas pessoas na sala de cinema, saíram do filme a expressar barbaridades, mas lá está… o filme obriga a pensar e nem toda a gente gosta de o fazer.
9/10

Peço desculpa por estar a invadir o espaço do meu estimado colega, mas tenho mesmo que comentar este filme! Até porque é um filme tão suis generis que merece mais do que 2 comentários distintos, logo não ficará impedido de escrever também sobre ele.
Comecemos pelo fim. Assim que as luzes do cinema se apagam oiço três criaturas ao meu lado dizerem: "Que banhada!".... Pois é, esqueceram-se de avisar que era necessário um cérebro pensante para apreciar este filme.... estas publicidades aos filmes são tão enganosas... fazem crer que este tipo de arte é acessível a mentecaptos!
Bom... posta fora a raiva contida, devo dizer que não é um filme fácil. Obriga-nos a pensar (daí o desagrado das criaturinhas) e repensar, uma prova de que o cinema nunca é objectivo, podemos sempre interpretar um filme como o fazemos com um quadro ou um livro.
E este filme é tão nosso que incomoda. Toca naquilo em que cada um acredita, deixando a imaginação voar livremente.
Para mim é sobre a reencarnação.
Sobre a possibilidade da eterna juventude na forma perfeita da natureza e do amor.
Comédia Negra.
É suposto um peça de teatro fazer-nos pensar e esta cumpriu o seu papel de crítica à sociedade de uma forma especial: com sorrisos tímidos ou risos mais estridentes.
Não é uma peça de gargalhadas, mas os momentos suspensos entre deixas e até um tropeçar de Maria do Céu Guerra tornaram aquela hora especial. Claro que a sala não estava cheio, os portugueses ainda não têm o hábito (ou o dinheiro) de ir ao teatro, mas mesmo assim acho que, também isso, está, felizmente, a mudar.
Gostei particularmente do cenário e do jogo de luzes, que, devo confessar, me fizeram saltar da cadeira pelo menos 2 vezes.
Quanto à essência da peça, tenho que dizer que discordo do ponto de vista negativista de que o ser humano é "capaz de qualquer coisa menos de ser humano". É certo que existe muita maldade neste mundo, mas acredito que a maior parte ainda retem um pouco de ética (já para não mencionar a moralidade).
Recuso-me a aceitar que o homem é genuinamente mau.
P.S. Quero deixar aqui um agradecimento à e-cultura que me ofereceu os bilhetes.
Confesso que tenho uma estranha relação com os livros. Quando a "trama" não me prende logo de ínicio é díficil que o acabe de ler.
Este livro conseguiu despertar-me o interesse, entre alguns que ainda tenho para ler (prendas de Natal e de anos que as frequências da universidade passaram para segundo plano). A capa foi a primeira coisa que me atraíu, porque isto da imagem é também importante.
Comecei a lê-lo e desde logo a pergunta "Como será que ele se safa desta?" e mais "Poderá ser um crime-perfeito?". Obviamente que não vos conto o final, mas tenho que dizer que é, ao mesmo tempo, esperado e surpreendente.
É um livro de "domingo à tarde", fácil de ler, sem floreados. Torna-se particularmente interessante ver o percurso psicológico da personagem, o modo como reage ao que lhe vai aparecendo, fazendo-nos perguntar se o crime está assim tão distante de nós ou se será "apenas" uma questão de circunstâncias.
Sinopse: Quando Brendan Stokes, um escritor falhado, descobre o cadáver do vizinho, descobre também que lhe saiu a sorte grande: perto do corpo está uma obra-prima acabada de escrever.
Decide então fingir ser o autor do manuscrito e, quando os contratos milionários começam a chegar, a fraude revela ser uma maneira muito mais fácil de enriquecer do que escrever o seu próprio livro.
Mas a teia de mentiras torna-se tão extensa que Brendan tem dificuldade em manter a sua história. E com a polícia, a sua mulher e uma série de amigos a fazerem perguntas sobre o vizinho e o seu best-seller, cedo se apercebe que para roubar um livro também terá que roubar vidas.
p.s. Peço desculpa por a imagem ter "10% de desconto" mas o único sítio onde encontrei uma imagem da edição portuguesa do livro foi na Bertrand.
Reza a lenda que em cada geração, Mefistófeles (há coisas que não se traduzem… mas enfim), vem à terra angariar uma alma para ser o seu “bounty-hunter” do inferno. Mefistófeles procura alguém que traga as almas foragidas ao quinto dos infernos. Um filme de BD é um filme bom por norma. Pelo menos para fanáticos, que como eu nem conseguem olhar para o Quarteto Fantástico ou ainda Hulk e ver um filme mau. Este Ghostrider ou como eu me acostumei a chama-lo (tudo culpa das revistas da Abril) Motoqueiro Fantasma, é um bom filme, tem bons actores e tens bons efeitos especiais. Como tudo na vida podia ser mais grandioso, mas uma vez que não é há que beber o que ele oferece.
Conta a história de Johny Cage (ou o João Jaula, se a tradutora do filme o quiser assim) um rapaz motociclista de circo com o pai seu mentor e companheiro de acrobacias. Para não faltar emoção romântica, o rapaz é apaixonado por uma local e daria tudo por ela.
Como nem todas as histórias são felizes, o pai de Johny tem cancro pulmonar e não nenhuma força na terra que possa evitar o fim inevitável do homem. Pois estão a pensar bem eu disse terra e não inferno. Mefistófeles, príncipe das trevas, aborda Johny e oferece-lhe um acordo que ele não pode recusar: a sua alma em troca da saúde do seu pai. Johny aceita (ainda que involuntariamente) e quando o seu pai fica melhor, Mefistófeles acha que este será um obstáculo à evolução de Johny como campeão dos infernos. Mata-o. Cage, magoado, foge, deixando tudo para trás e anos mais tarde constrói uma carreira como motociclista de espectáculos.
É nessa altura que surge o filho de Mephisto na terra (isto soa um pouco a uma mistura de Spawn com Constantine…) a preparar-se para fazer um golpe de estado no inferno. É assim que Johny Cage vive Ghostrider, sempre que tiver escuro e ele estiver perto do mal, transforma-se na caveira flamejante e vai punir os maus da fita.
Nicholas Cage é o Ghostrider. O papel não nasceu para ele, mas ele tem muita pinta ao fazer o mesmo. Se há tipo que mesmo a dar um ensaio de porrada, dos maiores que alguma vez vimos, tem um ar extremamente cool, esse alguém é Nicholas Cage. Portanto, resumindo e concluindo Nicholas Cage é o maior. Realizado e escrito sobriamente por Mark Steven Johnson, é um bom filme de domingo, diverte e fascina a quem é fã.
Dou-lhe 7/10.

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